As 20 fotos mais impressionantes dos protestos em Hong Kong contra o Partido Comunista chinês

Nenhuma região do mundo é economicamente mais livre quanto a de Hong Kong. A cidade-Estado era uma verdadeira favela a céu aberto antes de abraçar o livre mercado, há meio século. Na década de 50 um cidadão honconguês ganhava em média $400 por ano. As reformas liberais proporcionaram à ilha um dos maiores aumentos de renda já registrados na história da humanidade.

PIB per capita Hong Kong

Foi um longo boom. Atualmente, segundo o Fundo Monetário Internacional, o PIB per capita de Hong Kong é o 6º maior do mundo, com $51.494. Segundo um estudo da Knight Frank e do Citi Private Bank, a previsão para 2050 é que a cidade-Estado alcance um PIB per capita de $116.639 – ficando atrás apenas de Singapura, outro país com uma forte política econômica liberal, no ranking de PIB per capita mundial (quase 10 vezes maior que o nosso pib per capita atual).

PIB per capita 2050

Com a mudança de perspectiva, Hong Kong tem atualmente o 13º maior IDH mundial – à frente de países como Dinamarca, Bélgica, França e Liechtenstein -, é o 3º país mais seguro do mundo e segundo a OMS tem a 2ª maior expectativa de vida do planeta. A liberdade econômica também trouxe à ilha o Estado menos corrupto do mundo, segundo a organização alemã Transparência Internacional.

Hong Kong viu um verdadeiro milagre acontecer nas últimas décadas – milagre que atraiu a presença de imigrantes das regiões mais pobres da Ásia para arriscar a vida, sem dinheiro, em cubículos apertados num dos lugares com a maior densidade demográfica do mundo – sim, os cubículos representam um aumento considerável do padrão de vida para habitantes, especialmente agricultores, das mais remotas regiões do continente asiático, que escolheram a mudança para essa nova realidade (o cálculo é que nos próximos 5 anos, mais de 300 mil chineses pobres busquem uma vida melhor, fugindo da economia centralizada para os cubículos da ilha).

Entregue ao domínio chinês na década de 90, nos últimos meses o mundo vem acompanhando um crescimento de manifestações contrárias à influência do Partido Comunista da China nas decisões da cidade-Estado. A população luta por pluralidade política e democracia – duas características que, por Hong Kong ter experimentado o inverso da lógica ocidental (ou seja, ter enriquecido antes de obter instituições inclusivas), podem comprometer justamente seu modelo econômico liberal e permitir um inchaço do Estado.

Em agosto, a China anunciou que o futuro chefe do executivo local seria eleito por sufrágio universal a partir de 2017, mas entre dois ou três candidatos selecionados por um comitê sob a autoridade de Pequim. Parte da população torceu o nariz.

Nesse final de semana novos protestos ocorreram, reunindo dezenas de milhares de jovens pelas ruas da cidade-Estado, capitaneados pelo movimento Occupy Central. A polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e fez uso de spray de pimenta, o que é muito raro em Hong Kong. Mas apesar da resistência da população, o governo mostra-se irredutível. O Instagram foi bloqueado na região, segundo numerosos relatos, dificultando a publicação de conteúdo das manifestações. A situação parece longe de seu fim e a previsão é que os protestos se intensifiquem cada vez mais nas próximas semanas.

Para ajudar a ilustrar o atual momento, separamos as 20 fotos mais impressionantes dos protestos.

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