Se você assiste Narcos, da Netflix, precisa dar uma olhada nesse video

Se você está assistindo a primeira temporada de Narcos, na Netflix (ou, já mais apressado, está à espera da segunda), já deve ter entendido mais ou menos como funciona a guerra às drogas. Como dizia o economista Milton Friedman, é dessa forma que o proibicionismo se organiza:

“Se você olhar para a guerra às drogas do ponto de vista puramente econômico, o papel do governo é de proteger o cartel das drogas.”

Sim, proteger. A proibição é um entrave de concorrência para um setor dominado por criminosos. O papel do governo aqui é entregar o monopólio de um mercado bilionário nas mãos das pessoas mais violentas dispostas a isso – no caso de Narcos, para o Cartel de Medellín, de Pablo Escobar.

Felizmente, o mundo vem testemunhando novas maneiras de encarar esse problema. E com sucesso. Como destaca o documentário abaixo que legendamos para o português, produzido pela britânica The Economist, tanto Portugal, quanto o estado americano de Colorado, estão na vanguarda de uma nova política que busca dar razão econômica ao mercado de drogas, e o fim a uma guerra trilionária que ao longo das últimas décadas custou incontáveis vidas para ambos os lados do front, sem nenhum vencedor.

No vídeo, César Gaviria, presidente da Colômbia durante o reinado de Pablo Escobar, e destaque da primeira temporada de Narcos, dá seu veredito:

“A guerra às drogas realmente falhou. E no final, o que você vê é que, não importa o que você faça, a droga sempre chega até os Estados Unidos. A vida na Colômbia era muito, muito difícil. Nós estávamos sofrendo muita violência. E você precisava buscar uma saída para fora. Você precisava de uma solução. Nós sabemos que apenas a repressão, apenas o proibicionismo, não funciona. Nós sabemos disso, com certeza. Nós vivemos isso.”

Se você assiste Narcos, ou já terminou a saga pouco tempo depois de seu lançamento, precisa dar uma olhada nesse vídeo. Em apenas quinze minutos descobrirá que há uma nova maneira de encarar esse problema e abandonar definitivamente o campo de batalha.