Video games são machistas? Esta feminista discorda.

Você provavelmente já deve ter se deparado com essa constatação por aí – a indústria dos games é machista. Ao menos é isso que afirma uma série de jornalistas, feministas, ativistas sociais, blogueiros e hipsters das mais descoladas tribos. Mas quanto disso é verdade?

De fato, a forma como as mulheres são retratadas nos diferentes meios da cultura pop – e os video games estão inclusos nessa – é responsável por uma das discussões mais antigas desde a emancipação feminina. E o resultado costuma gerar pressões sociais dos mais diversos tipos.

Nessa semana, por exemplo, o site norte-americano Bulimia.com fez uma espécie de retoque reverso, transformando algumas das principais heroínas dos video games, como Lara Croft, Cortana e Sonya Blade, em mulheres um pouco mais parecidas com as que encontramos na vida real – mais precisamente, de acordo com as medidas e peso médios de mulheres acima de 20 anos, realizada durante uma pesquisa entre 2007 e 2010, nos Estados Unidos. A ideia, de acordo com a página, era fazer uma crítica à busca do corpo feminino perfeito, encontrado nos jogos.

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No vídeo abaixo, a escritora norte-americana Christina Hoff Sommers, doutora em Filosofia pela Brandeis University, busca responder se os video games são, de fato, machistas. E ela discorda.

Christina se identifica como uma feminista, embora costume tecer duras críticas à terceira onda do feminismo. Ela é autora do livro Who Stole Feminism? How Women Have Betrayed Women (“Quem roubou o feminismo? Como mulheres traíram as mulheres”, em tradução livre) e diz combater o feminismo mainstream por ele muitas vezes conter uma “hostilidade irracional aos homens” e pela “sua falta de cuidado na análise de fatos e dados estatísticos”.

E você, concorda com ela?